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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

DIREITOS DE AUTOR "POST MORTEN"



 "POST MORTEM"

Quando os autores morrem, deixam um legado de obras concluídas aos seus herdeiros. Concordo que a família do autor detenha o direito sobre as obras, mas para outro tipo de exploração como por exemplo o audiovisual (filmes, séries), traduções noutras línguas ainda não editadas e outras modificações futuras não previstas neste momento, inclusão de parte nos livros escolares à semelhança de Luís Vaz de Camões, Bocage, Fernando Pessoa e tantos outros.

Mas os seus livros deveriam apenas passar a existir nas bibliotecas nacionais  e municipais, onde o público interessado pudesse ler, aprender e consultar, e não à venda nas livrarias.

Acho muito injusto que os autores vivos tenham que concorrer com os autores falecidos, quando os herdeiros das obras em nada contribuíram para a sua elaboração. 

Os herdeiros deveriam ter algum tempo limitado, após a morte do autor (1 semana) para vender alguns exemplares dos livros editados, mas, depois os livros passariam a fazer parte das estantes das bibliotecas, e o Ministério da Cultura deveria ser o único a poder imprimir alguns exemplares a pedido, como por exemplo na data da comemoração do aniversário do autor e a receita deveria verter a favor das Bibliotecas onde estão as obras do autor.

Também acho que o Ministério da Cultura deveria dar nomes de autores às bibliotecas nacionais e municipais, autores que se tenham destacado pelo seu trabalho e sejam oriundos da terra ou do Município, seria uma boa homenagem ao autor.

Não querendo castigar os herdeiros, mas, mesmo assim, condenando que passem a ter direitos de autor sobre uma obra que não lhe é própria e onde não tiveram intervenção direta, os livros publicados por um autor não deveriam fazer parte do património a herança (exceto para usufruto próprio), apenas as casas, as propriedades, os negócios, o dinheiro e a possibilidade de explorarem as obras de uma outra forma, passando assim a ter ação e investimento para a sua realização.


Sempre que vejo livros de Eça de Queiroz, Júlio Dinis, Camilo Castelo Branco, entre outros (que muito admiro) à venda… penso que é injustiça, tantos autores que precisam e ainda estão vivos e não conseguem vender livros e "estes" ainda aqui andam a vender e sabe-se lá durante mais quantos anos ainda vão ter admiradores.


É o que eu considero justo para todos.

Acho que não nos devemos 
esquecer dos autores "mortos",
foram com certeza muito importantes 
na vida literária de um país 
e na vida das gerações seguintes de autores, 
mas, lembremo-nos dos vivos e deixemos os mortos descansar em paz. 

Laura Somerset
25/12/25








terça-feira, 25 de novembro de 2025

AS CLASSE SOCIAIS E OS LIVROS

 

AS CLASSES SOCIAIS E OS LIVROS

Antigamente, liam-se menos livros do que atualmente; hoje em dia, existem mais pessoas a lerem livros; mas os livros ainda são considerados um artigo de luxo pela maioria das pessoas.

Apenas pessoas com poder económico compram livros, e alguns até bastantes, para si e para os filhos, embora eu acredite que o gosto pela leitura é uma questão de formação e cultura, não uma questão económica.

Tudo isto leva a que a vida de alguns autores de livros infantis se torne difícil, pois os clientes são poucos para tanta oferta; senão, vejamos a quantidade de autores de livros infantis que existem só em Portugal: cerca de 50 autores famosos, sem falar  naqueles que vivem no anonimato, mas que também são autores.

Na verdade, basta que um livro caia nas boas graças das classes menos afortunadas para se tornar um enorme sucesso, pois estamos a falar não de milhares de crianças, mas de pelo menos 1 milhão de crianças envolvidas, o que pode mudar radicalmente a vida de um autor que tenha acertado no tipo de livro de que gostam.


Ou seja, não é importante o tipo de pessoas que compram livros; o importante é que as crianças gostem deles, para que um autor se torne um sucesso

25/11/2025
Laura Somerset







domingo, 19 de outubro de 2025

LIVROS ESCOLARES


 LIVROS ESCOLARES

Tive conhecimento, há algum tempo, de como são os livros escolares para crianças da minha antiga Escola Primária. No meu tempo e no tempo dos meus pais, cada página tinha apenas um tema, um poema, um texto, por vezes, um desenho a acompanhar. No tempo dos meus pais, o tamanho do livro era muito pequeno, básicamente um livro de bolso, mas encadernado. No meu tempo, o livro era quadrado de 21x21 cm e de capa mole. 

Hoje em dia, o livro é ligeiramente mais pequeno que um A4 (excepto nos cadernos de apoio que tem o tamanho A4 para uma criança ????) isto no que toca ao tamanho já atrás referido; no que toca ao tema, cada página de um livro do 1º ano (1ª classe), é uma linda confusão, tem textos, jogos, adivinhas... enfim um nunca mais acabar de assuntos (embora que interessantes e instrutivos, mas tudo ao molho), uma verdadeira barafunda que na minha opinião só serve para confundir a criança.

Penso: "Não sei como crianças tão pequenas conseguem concentrar-se naquelas páginas." Mesmo nos meus tempos de liceu (adulta), os livros eram bastante mais objetivos; o que falta aos livros escolares para as crianças de hoje: objetividade e organização, falhas essas que no futuro da criança se irão revelar no seu caráter e na sua organização pessoal, o que é lamentável. 

A organização pessoal e emocional de uma criança é fundamental neste mundo a todos os níveis, quer no trabalho, na família, com os amigos, quer mesmo como cidadão.

Recentemente incluíram-se aulas de Cidadania nas Escolas Portuguesas,  presumo: "Lá está, aquilo que penso uma desorganização do sistema de ensino com livros enormes e temas aos molhos numa mesma página", e a culpa é de quem administra a educação no Sistema e na Edição de livros, além da própria família (que todos sabemos com trabalho e casa torna-se mais confusa a vida das pessoas), e se não há transmissão de organização da parte dos familiares, a criança também não vai ter no futuro. Depois o Sistema arranjam soluções como aulas de Cidadania como forma de Respeitar o próximo, que devia ter sido administrado na base da sua formação escolar" (não querendo com isto atacar os professores, como é apanágio de alguns pais, que quando alguma coisa corre mal na educação dos filhos, carregam em cima dos professores o que está errado, eles apenas ensinam o que lhe é indicado pelo Ministério da Educação).

Este é um tema para o Ministério da Educação e os responsáveis pelo Ensino em Portugal, como editores e autores de livros escolares, encarregados de educação e também professores, refletirem e pensarem… sobre o que está errado.

19/10/2025
Laura Somerset