domingo, 19 de outubro de 2025

LIVROS ESCOLARES


 LIVROS ESCOLARES

Tive conhecimento, há algum tempo, de como são os livros escolares para crianças da minha antiga Escola Primária. No meu tempo e no tempo dos meus pais, cada página tinha apenas um tema, um poema, um texto, por vezes, um desenho a acompanhar. No tempo dos meus pais, o tamanho do livro era muito pequeno, básicamente um livro de bolso, mas encadernado. No meu tempo, o livro era quadrado de 21x21 cm e de capa mole. 

Hoje em dia, o livro é ligeiramente mais pequeno que um A4 (excepto nos cadernos de apoio que tem o tamanho A4 para uma criança ????) isto no que toca ao tamanho já atrás referido; no que toca ao tema, cada página de um livro do 1º ano (1ª classe), é uma linda confusão, tem textos, jogos, adivinhas... enfim um nunca mais acabar de assuntos (embora que interessantes e instrutivos, mas tudo ao molho), uma verdadeira barafunda que na minha opinião só serve para confundir a criança.

Penso: "Não sei como crianças tão pequenas conseguem concentrar-se naquelas páginas." Mesmo nos meus tempos de liceu (adulta), os livros eram bastante mais objetivos; o que falta aos livros escolares para as crianças de hoje: objetividade e organização, falhas essas que no futuro da criança se irão revelar no seu caráter e na sua organização pessoal, o que é lamentável. 

A organização pessoal e emocional de uma criança é fundamental neste mundo a todos os níveis, quer no trabalho, na família, com os amigos, quer mesmo como cidadão.

Recentemente incluíram-se aulas de Cidadania nas Escolas Portuguesas,  presumo: "Lá está, aquilo que penso uma desorganização do sistema de ensino com livros enormes e temas aos molhos numa mesma página", e a culpa é de quem administra a educação no Sistema e na Edição de livros, além da própria família (que todos sabemos com trabalho e casa torna-se mais confusa a vida das pessoas), e se não há transmissão de organização da parte dos familiares, a criança também não vai ter no futuro. Depois o Sistema arranjam soluções como aulas de Cidadania como forma de Respeitar o próximo, que devia ter sido administrado na base da sua formação escolar" (não querendo com isto atacar os professores, como é apanágio de alguns pais, que quando alguma coisa corre mal na educação dos filhos, carregam em cima dos professores o que está errado, eles apenas ensinam o que lhe é indicado pelo Ministério da Educação).

Este é um tema para o Ministério da Educação e os responsáveis pelo Ensino em Portugal, como editores e autores de livros escolares, encarregados de educação e também professores, refletirem e pensarem… sobre o que está errado.

19/10/2025
Laura Somerset









O CONTÉUDO DOS LIVROS


 O CONTEÚDO DOS LIVROS

É um dos temas que mais me preocupa, o conteúdo dos livros infantis e juvenis.
Pessoalmente, optei por escrever obras derivadas, embora originais na forma como serão apresentadas; nunca serão uma imitação ou cópia de nenhum outro livro ou já existente. As minhas ideias serão sempre nesse sentido: melhorar e organizar temas que possam interessar aos jovens e dos quais eu goste. Isso eu acho básico, gostar daquilo que estou a fazer, por mim e pelos outros.

Quanto aos livros infantis, como já disse na minha biografia, serão sempre os temas que eu considero adequados aos mais novos, sempre levando em consideração que a criança tem o direito de sonhar, de se divertir, de brincar, de gostar de ler ou ver livros desenhos, embora nem todos os pais queiram que os filhos, durante a sua infância sejam mesmo infantis, e transformam-nos em pequenos adultos, o que acho triste, digo sempre que as crianças não tem que ser responsáveis, os adultos sim, as crianças devem ser amadas e acarinhas, obedientes claro, mas responsabilidade é uma competência dos pais. Daí, por vezes, a minha revolta quando os pais dizem: "Lê os livros da escola que esses é que interessam; o resto não interessa nada", uma opinião e atitude completamente erradas.

Pessoalmente, gosto da ideia "que ser criança é ser mesmo criança" e não o contrário. 

Durantes estes últimos anos em que me dediquei á escrita de livros infantis, verifiquei, que as pessoas e o mundo de uma forma geral, sobretudo os "média" que na maioria das vezes não tem a noção dos disparates que dizem ou deixam passar nos canais de televisão sobre livros infantis, e tornam aos olhos dos pais (iletrados) que livros com temas de magias, bruxarias, monstros, guerras e lutas entre crianças e por ái fora são livros infantis ao invés de ser honestos e realistas e dizerem que são completamente inadequados para crianças, mesmo que estas já andem na Escola Primária. 
Penso que o livro infantil deve ser escolhido pelo seu conteúdo infantil e não porque está na moda ou porque vende muito. 
E o tamanho (500 páginas) não é de todo um livro infantil; eu nem sei se é juvenil, mas infantil não é definitivamente. Além de que, não é porque um livro fala de uma criança ou de um jovem que  o torna num livro infantil ou juvenil. 

(Tudo isto dito e sem ofensa para os escritores, que têm todo o direito de escrever o que muito bem entendem, apenas devem definir muito bem o público a quem se destina e transmiti-lo aos meios de comunicação social, para que estes não influenciem erradamente os pais).

É uma preocupação que tenho, como vai ser o futuro das crianças que lêm este tipo de livros, sem amor, sem amizade, sem bons sentimentos, sem alegria, sem cor, num mundo de negatividade, com raiva, a destilar ódio pelos seus adversários, deve ter sido assim que nasceu o bullying e sabe Deus que mais consequências virão a ter na vida futura de quem os lê. 

Gostava que os adultos deixassem as crianças sonhar e que se limitassem a guiá-las para um mundo melhor, e não o deles, que as deixassem viver no seu próprio mundo infantil e no seu próprio estatuto e direito de ser criança

No tempo dos meus pais, as histórias infantis contadas à lareira eram sobretudo exemplos de comportamento, como a cobiça da raposa na história "Corvo e a Raposa" e outras, talvez demasiado adultas ou não, mas na época, era assim. 

Hoje em dia, os livros compram-se porque este ou aquele autor está na moda, porque todos compram este livro, mesmo quando os livros são de editores famosos e cujos temas são maioritariamente bem giros, mas que tem o mesmo problema, extensas páginas entre 90 e 120 páginas (muito texto e poucos desenhos) para um livro infantil é demasiado, mesmo que a criança ande 5/6º ano.

Penso que os pais deviam deixar os filhos escolherem os livros; talvez eles sejam mais sensatos e inteligentes na compra daquilo que querem ler ou ver.

18/10/2025
Laura Somerset