domingo, 26 de outubro de 2025

OS LIVROS E AS ÉPOCAS


 O LIVROS E AS ÉPOCAS

PASSADO DOS LIVROS

No tempo dos meus pais, os livros eram uma mistura de histórias e realidade, mais adultos e instruídos, com muitas informações e exemplos de vida e conselhos. Infelizmente, não havia espaço ou tempo, porque na altura a instrução ficava pela 4ª classe na maioria das crianças e não havia tempo para a literatura infantil; às crianças lhes era ensinado o que era essencial e prático para a sua vida; a maioria começava a trabalhar aos 12/13 anos de idade.

No meu tempo, os livros já eram mais informativos, com mais desenhos, tamanhos maiores, mais disciplinas, mas muito objetivos e bem organizados, ou seja, o ensino tinha evoluído e as crianças não eram limitadas a falar português e aprender a fazer contas. A escolaridade ia para alguns até ao 9.º ano e outros até ao 12.º ano e alguns cursos práticos, isto para o geral das pessoas. 
Passaram a existir livros de entretenimento (além dos desenhos animados na televisão); existiam a Anita, o Tintim e por aí fora… caros, só acessíveis a alguns; tínhamos que nos concentrar nos livros de estudo; esses eram importantes, segundo a opinião dos nossos pais.

PRESENTE DOS LIVROS
Hoje em dia, os livros escolares são bastante mais abrangentes em relação aos temas e mais confusos, devido a demasiadas imagens ou desenhos numa mesma página, levando, creio eu, à dispersão da criança, perante tanta barafunda, embora instrutivos e divertidos, mas confusos, pouco objetivos e com muita falta de organização.
Os livros de entretenimento ou literatura infantil são adquiridos porque estão na moda, e não pelo conteúdo ou pela qualidade do livro, ou pela aprendizagem, que, ao contrário do que os pais possam imaginar, a criança também aprende a ler, a ouvir ou a ver uma história infantil; os desenhos num livro pode levar ao desenvolvimento da imaginação e criatividade da criança, o que também é positivo. Já, livros com monstros, bonecos horrendos, lutas entre crianças, gritos, enfim, poderão levar a situações mais sérias e menos interessantes; resumo tudo o que um livro infantil não deve conter, a meu ver.

FUTURO DOS LIVROS
Sensatez, inteligência são desejos meus para o futuro dos livros escolares ou de entretenimento: é urgente que se mude o pensamento e a atitude dos pais, dos meios de comunicação social e do mundo, relativamente a este assunto. 
Gostava que o futuro dos livros escolares fosse mais objetivo e menos disperso, instrutivo, sempre, claro, é essencial.
Relativamente aos livros de entretenimento, que se usasse e abusasse de assuntos sobre a amizade, o "amor", a alegria, o humor, as brincadeiras, a tolerância, o respeito pelos outros, a cor; com bons desenhos, que deveremos fazer o melhor possível; com os melhores sentimentos, alguma informação; só assim conseguiremos um mundo melhor.
Tudo começa na infância; é base para um bom adulto ser uma criança feliz; felicidade e alegria que podem ser transmitidas a partir dos livros.
Pessoalmente, e perante aquilo que vejo nas crianças e adolescentes de hoje em dia, receio pelo futuro das pessoas no mundo. 
O bullying é apenas uma das situações, além do racismo, da intolerância e da violência na infância e adolescência.

Temos que dar exemplos e pode e deve ser através dos livros que escrevemos. Temos que pensar que os pais hoje em dia andam muito ocupados: trabalho, casa, família e por aí fora. Temos que tentar ajudá-los nesta tarefa; eles não conseguem fazer tudo sozinhos.

26/10/2025
Laura Somerset
















IMITAÇÕES OU COINCIDÊNCIAS


 IMITAÇÕES OU COINCIDÊNCIAS

Quando escrevi a minha primeira história "Boneca", em 2016, que, passado algum tempo, refiz e levou à criação de uma nova versão com mais personagens e mais páginas. 

Na mesma altura, um determinado hipermercado onde ía por vezes ás compras, também tinha publicado uma história muito semelhante á minha, mas não liguei, pensei "não és a dona dos bosques, os outros escritores podem ter ideias semelhantes", que era o caso era apenas uma história que se passava no bosque, não fosse o caso, que quando refiz a minha primeira história, criei novas personagens, e na altura o mesmo hipermercado também publicou novo capítula da sua primeira história e com mais personagens, algumas iguais ás minhas, fiquei de pé atrás, com a semelhança, pensei "isto já não é uma coincidência, ou talvez seja.."... Durante algum tempo, aceitei que poderia ser uma coincidência e não liguei.

Em 2020, andava entretida a desenhar frutas na aplicação do Paint, com o objetivo de publicar um livro sobre frutas "As Frutas" (livro publicado) numa ida ás compras no mesmo hipermercado deparo-me com um livro sobre Frutas, acabei por adquirir e ler, não tem muitas semelhanças, apenas o tema frutas é igual, excepto as últimas páginas, onde existe um puzzle com desenhos, muito semelhantes a personagens de uma outra história (ainda não editada) e alusão a uma história que ainda não publiquei, aí comecei a ficar desconfiada, que alguma coisa estava mal.

"Isto são coincidências a mais", pensei.

Resolvi perguntar diretamente á empresa dona do hipermercado quem era o autor do livro, primeiro enviei um e-mail para os escritórios, a resposta foi simples: o hipermercado; achei estranho e  telefonei diretamente para a Editora Luminarte ou qualquer coisa do género e responderam-me o mesmo, ao que disse "todos os livros tem um escritor, as empresas não escrevem livros apenas as pessoas, porque não me diz, quem o escreveu", a empregada disse: "que não sabia, apenas dava as informações que tinha". Continuei a achar estranho alguém escrever um livro e não se identificar; não bate certo.
Foi com enorme orgulho que adicionei o meu nome, ainda que um pseudónimo, ao meu primeiro livro, apesar de ser uma história muito simples, quanto mais alguém que escreve um livro e que é publicado por uma empresa daquele tamanho, aquela projeção a nível nacional, e não dá a cara, ainda hoje me questiono "porque se esconde por trás de uma empresa, sei que as obras que foram publicadas não são plágio apenas imitação, mas porque não assume a sua identidade". Vejo por aí pessoas que assinam os livros com o seu próprio nome e, por vezes, não é pequeno. Este não se identifica, o que significa que tem algo a esconder.


Depois disso, tenho evitado escrever e mesmo desenhar, porque felizmente não acredito em coincidências; acho que ando a ser preseguida.
E, de tal modo, acreditei nisso que dediquei-me a transcrever receitas de cozinha durante algum tempo (não são originais).

E, para meu espanto, em 2024, numa ida às compras ao dito hipermercado, verifiquei que existia uma revista de receitas à venda junto à caixa de pagamento, no hipermercado, e, com tal descaramento, imitam-me ideias, publicam e até me convidam "não quer comprar".

26/10/2025
Laura Somerset