sexta-feira, 2 de janeiro de 2026


 2026

Um novo ano a começar, mais um ano de esperanças, projetos, ideias, para um futuro melhor.

Desejo a todos os que visitam este blog um bom ano de 2026, sobretudo com muita paz e alegria.

FELIZ ANO

Laura Somerset

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

DIREITOS DE AUTOR "POST MORTEN"



 "POST MORTEM"

Quando os autores morrem, deixam um legado de obras concluídas aos seus herdeiros. Concordo que a família do autor detenha o direito sobre as obras, mas para outro tipo de exploração como por exemplo o audiovisual (filmes, séries), traduções noutras línguas ainda não editadas e outras modificações futuras não previstas neste momento, inclusão de parte nos livros escolares à semelhança de Luís Vaz de Camões, Bocage, Fernando Pessoa e tantos outros.

Mas os seus livros deveriam apenas passar a existir nas bibliotecas nacionais  e municipais, onde o público interessado pudesse ler, aprender e consultar, e não à venda nas livrarias.

Acho muito injusto que os autores vivos tenham que concorrer com os autores falecidos, quando os herdeiros das obras em nada contribuíram para a sua elaboração. 

Os herdeiros deveriam ter algum tempo limitado, após a morte do autor (1 semana) para vender alguns exemplares dos livros editados, mas, depois os livros passariam a fazer parte das estantes das bibliotecas, e o Ministério da Cultura deveria ser o único a poder imprimir alguns exemplares a pedido, como por exemplo na data da comemoração do aniversário do autor e a receita deveria verter a favor das Bibliotecas onde estão as obras do autor.

Também acho que o Ministério da Cultura deveria dar nomes de autores às bibliotecas nacionais e municipais, autores que se tenham destacado pelo seu trabalho e sejam oriundos da terra ou do Município, seria uma boa homenagem ao autor.

Não querendo castigar os herdeiros, mas, mesmo assim, condenando que passem a ter direitos de autor sobre uma obra que não lhe é própria e onde não tiveram intervenção direta, os livros publicados por um autor não deveriam fazer parte do património a herança (exceto para usufruto próprio), apenas as casas, as propriedades, os negócios, o dinheiro e a possibilidade de explorarem as obras de uma outra forma, passando assim a ter ação e investimento para a sua realização.


Sempre que vejo livros de Eça de Queiroz, Júlio Dinis, Camilo Castelo Branco, entre outros (que muito admiro) à venda… penso que é injustiça, tantos autores que precisam e ainda estão vivos e não conseguem vender livros e "estes" ainda aqui andam a vender e sabe-se lá durante mais quantos anos ainda vão ter admiradores.


É o que eu considero justo para todos.

Acho que não nos devemos 
esquecer dos autores "mortos",
foram com certeza muito importantes 
na vida literária de um país 
e na vida das gerações seguintes de autores, 
mas, lembremo-nos dos vivos e deixemos os mortos descansar em paz. 

Laura Somerset
25/12/25








sábado, 13 de dezembro de 2025

BOAS FESTAS

 Feliz Natal



Na companhia daqueles que mais amam 

e no lugar que mais gostam, 

com muito amor, carinho 

e felicidade

Com tudo de bom


Laura Somerset

14-12-2025











quarta-feira, 26 de novembro de 2025

O CHEIRO DOS LIVROS


 O CHEIRO DOS LIVROS

Antigamente, os livros tinham um cheiro diferente, era agradável.

Hoje, alguns livros cheiram mal, eu que o diga, não sei como nem onde são feitos, mas, há algum tempo ofereceram-me 3 livros de receitas num determinado hipermercado, já anteriormente falado aqui no Blogger, com um cheiro horrível, a ponto de não os conseguir usar e ter que os colocar bem fechados numa caixa, de onde nunca mais os tirei.

Era muito bom que os editores deste país não escolhessem tipografias ou impressões baratas e de má qualidade, para terem mais lucro, pensassem antes na qualidade do livro, sobretudo no tipo de tintas para impressão, afinal, as crianças podem tocá-las sem querer e comer sem lavar as mãos, infelizmente, isso acontece.

Este tipo de livros de má qualidade pode mesmo fazer mal à saúde pública a quem tem que trabalhar nesta área. 

A ASAE devia controlar esta situação, afinal, trata-se de saúde pública como já controla as infrações da propriedade intelectual, bastava adicionar as condições sobre a impressão dos livros, penso que seria importante para todos os consumidores pequenos e grandes.

26/11/2025
Laura Somerset




terça-feira, 25 de novembro de 2025

AS CLASSE SOCIAIS E OS LIVROS

 

AS CLASSES SOCIAIS E OS LIVROS

Antigamente, liam-se menos livros do que atualmente; hoje em dia, existem mais pessoas a lerem livros; mas os livros ainda são considerados um artigo de luxo pela maioria das pessoas.

Apenas pessoas com poder económico compram livros, e alguns até bastantes, para si e para os filhos, embora eu acredite que o gosto pela leitura é uma questão de formação e cultura, não uma questão económica.

Tudo isto leva a que a vida de alguns autores de livros infantis se torne difícil, pois os clientes são poucos para tanta oferta; senão, vejamos a quantidade de autores de livros infantis que existem só em Portugal: cerca de 50 autores famosos, sem falar  naqueles que vivem no anonimato, mas que também são autores.

Na verdade, basta que um livro caia nas boas graças das classes menos afortunadas para se tornar um enorme sucesso, pois estamos a falar não de milhares de crianças, mas de pelo menos 1 milhão de crianças envolvidas, o que pode mudar radicalmente a vida de um autor que tenha acertado no tipo de livro de que gostam.


Ou seja, não é importante o tipo de pessoas que compram livros; o importante é que as crianças gostem deles, para que um autor se torne um sucesso

25/11/2025
Laura Somerset







sexta-feira, 7 de novembro de 2025

OUTROS ESCRITORES


OUTROS LIVROS 


Outros livros que posso tomar como referência na literatura infantil e que considero lindos:

Anita - Autor Gilbert Delahaye e ilustrador Marcel Marlier
Histórias lindas com personagens que nos transmitem algo de bom e positivo: aprendizagem, conhecimento, relacionamento... enfim, livros fantásticos.

A Árvore - Sophia de Mello Breyner Andresen
Uma história linda sobre uma árvore (um apelo ao amor pela natureza) é um conto maravilhoso. Todas as crianças deviam ter alguém que lhes lêsse este conto.

O Príncipe Feliz - Oscar Wilde
Uma história sobre o amor pelos outros (a caridade para com terceiros e a diferença entre dois seres distintos — a estátua e a andorinha), a "magia" e os sentimentos que envolvem esta história vão levar às lágrimas no final, ou a uma grande tristeza (que, antes de decidir colocar esta história nesta pequena lista, levou-me a pensar), mas, mesmo assim, aconselho-a.

Leïla - Sue Alexander
Uma história sobre o amor entre irmãos e uma forma linda (à boa maneira antiga) de dizer que alguém que se ama morreu, uma família beduína muito amiga.

Todos estes livros infantis trazem sempre consigo algum ensinamento positivo, o que os torna tão especiais e diferentes de outros. Estes são alguns exemplos do que eu considero literatura infantil ou juvenil. Além dos meus, claro.

07/11/2025
Laura Somerset





domingo, 26 de outubro de 2025

OS LIVROS E AS ÉPOCAS


 O LIVROS E AS ÉPOCAS

PASSADO DOS LIVROS

No tempo dos meus pais, os livros eram uma mistura de histórias e realidade, mais adultos e instruídos, com muitas informações e exemplos de vida e conselhos. Infelizmente, não havia espaço ou tempo, porque na altura a instrução ficava pela 4ª classe na maioria das crianças e não havia tempo para a literatura infantil; às crianças lhes era ensinado o que era essencial e prático para a sua vida; a maioria começava a trabalhar aos 12/13 anos de idade.

No meu tempo, os livros já eram mais informativos, com mais desenhos, tamanhos maiores, mais disciplinas, mas muito objetivos e bem organizados, ou seja, o ensino tinha evoluído e as crianças não eram limitadas a falar português e aprender a fazer contas. A escolaridade ia para alguns até ao 9.º ano e outros até ao 12.º ano e alguns cursos práticos, isto para o geral das pessoas. 
Passaram a existir livros de entretenimento (além dos desenhos animados na televisão); existiam a Anita, o Tintim e por aí fora… caros, só acessíveis a alguns; tínhamos que nos concentrar nos livros de estudo; esses eram importantes, segundo a opinião dos nossos pais.

PRESENTE DOS LIVROS
Hoje em dia, os livros escolares são bastante mais abrangentes em relação aos temas e mais confusos, devido a demasiadas imagens ou desenhos numa mesma página, levando, creio eu, à dispersão da criança, perante tanta barafunda, embora instrutivos e divertidos, mas confusos, pouco objetivos e com muita falta de organização.
Os livros de entretenimento ou literatura infantil são adquiridos porque estão na moda, e não pelo conteúdo ou pela qualidade do livro, ou pela aprendizagem, que, ao contrário do que os pais possam imaginar, a criança também aprende a ler, a ouvir ou a ver uma história infantil; os desenhos num livro pode levar ao desenvolvimento da imaginação e criatividade da criança, o que também é positivo. Já, livros com monstros, bonecos horrendos, lutas entre crianças, gritos, enfim, poderão levar a situações mais sérias e menos interessantes; resumo tudo o que um livro infantil não deve conter, a meu ver.

FUTURO DOS LIVROS
Sensatez, inteligência são desejos meus para o futuro dos livros escolares ou de entretenimento: é urgente que se mude o pensamento e a atitude dos pais, dos meios de comunicação social e do mundo, relativamente a este assunto. 
Gostava que o futuro dos livros escolares fosse mais objetivo e menos disperso, instrutivo, sempre, claro, é essencial.
Relativamente aos livros de entretenimento, que se usasse e abusasse de assuntos sobre a amizade, o "amor", a alegria, o humor, as brincadeiras, a tolerância, o respeito pelos outros, a cor; com bons desenhos, que deveremos fazer o melhor possível; com os melhores sentimentos, alguma informação; só assim conseguiremos um mundo melhor.
Tudo começa na infância; é base para um bom adulto ser uma criança feliz; felicidade e alegria que podem ser transmitidas a partir dos livros.
Pessoalmente, e perante aquilo que vejo nas crianças e adolescentes de hoje em dia, receio pelo futuro das pessoas no mundo. 
O bullying é apenas uma das situações, além do racismo, da intolerância e da violência na infância e adolescência.

Temos que dar exemplos e pode e deve ser através dos livros que escrevemos. Temos que pensar que os pais hoje em dia andam muito ocupados: trabalho, casa, família e por aí fora. Temos que tentar ajudá-los nesta tarefa; eles não conseguem fazer tudo sozinhos.

26/10/2025
Laura Somerset